Automação de Marketing

As melhores dicas para marketing digital da Expo Digitalks


Tive a honra de ser convidado para palestrar em um dos maiores eventos de marketing digital e de conteúdo, o Expo Fórum de Marketing Digital também conhecido como Expo Digitalks, aconteceu nos dias 10 e 11 de agosto, no teatro Fecomércio e contou com três áreas para acrescentar conhecimento de quem passou por lá.

Já vou avisando que esse artigo ficou beeem grande, afinal de contas foram 2 dias de eventos com 4 palcos simultanêos, então, imagina, coisa pra caramba.

Minha percepção é que a maioria do público era da área de marketing, composto por profissionais de marketing digital e agências mas é só uma percepção. O bom disso é que podemos encontrar muitos amigos.

O que é o Digitalks

Além das palestras a Expo Digitalks teve uma feira com mais de 40 estandes de empresas para falar sobre o seu trabalho e trazer novidades sobre o tema. No mesmo andar, aconteceu uma série de palestras e workshops simultâneos com temas variados ao longo dos dois dias.

Além disso, aconteceu também um Congresso Internacional durante os dois dias de evento com nomes importantes do mercado para falar sobre assuntos relacionados ao tema. Com apresentação de Martha Gabriel e Emília Chagas, da Content Tools, as palestras passaram por temas como Growth Hacking, tendências do marketing digital, conteúdo e automação. A lista completa de temas você pode ver no slide da apresentação da Martha Gabriel:

Martha Gabriel na Expo Digitalks

Confira abaixo o que foi falado em cada uma das palestras:

Computação Cognitiva com Giorgia Berardi, gerente de marketing América Latina da IBM Marketing Cloud

A gerente de marketing falou sobre a importância de entender que automação é a qualidade da mensagem, sobre trabalhar o e-mail marketing e estar sempre atualizado. O grande problema das empresas é na construção do database. É muito comum as empresas fornecerem dados quantitativos e não qualitativos. Com isso, 50% do database seja perdido e faz com que o e-mail marketing seja considerado spam.

Computação Cognitiva com Giorgia Berardi

É preciso trabalhar qualidade através de desenvolver uma ação e melhorar o database. O fundamental nessa fase é a estruturação e organização. Você precisa ter foco para entender como funciona, ir atrás de inteligência cognitiva e estruturar a forma de coletar os dados para fornecer dados qualitativos para a base.

A solução da IBM foi o Watson, um exemplo de sistema cognitivo. Ele analisa os dados e oferece resultados e sugestões para problemas complexos. O Watson funciona através de linguagem natural, geração de hipóteses e com aprendizagem dinâmica – quanto mais limpa for a informação, mais certo será o resultado que ele fornece.

Giorgia também falou que o futuro do marketing é pessoal e indicou as ferramentas fundamentais para o sucesso: centralizar o database, scoring, personalization e reporting (reportar o resultado de venda para a empresa). Se apoiando em quatro pilares – e-mail, website, data warehouse/inventory, content/offers (conteúdo passado para o cliente) – você consegue trabalhar em transformar a experiência do cliente.

Para isso você precisa começar a jornada com o e-mail, estruturando o perfil do cliente com webforms, como um progresso de perfil – ou preenchimento progressivo. Outro ponto é a rede social – melhor forma de estar mais próximo do cliente e deixar a empresa mais humanizada. Nesse caso, é preciso descobrir qual rede social se adequa melhor ao seu público e assim direcionar e focar para ter um bom resultado, em vez de investir em todas as redes sociais existentes. Giorgia finalizou falando sobre como automação é importante e dá escala, trazendo um resultado melhor para empresa.

Tendências em marketing com Carlos Giusti, sócio da PWC

O sócio da PWC trouxe em pauta a grande tendência no marketing: a humanização da empresa e o relacionamento com o cliente. Isso é necessário por conta da tecnologia. O celular é a primeira tela – com muita informação e conteúdo para absorver em pouco tempo. Os clientes deixam de serem clientes e se tornam usuários. Tendências em marketing com Carlos Giusti na ExpoDigitalks O que vai diferenciar uma empresa da outra é o relacionamento com o usuário, afinal nos tempos de hoje é preciso estar online, mas mais que isso: “é preciso estar on life”. Para isso, você precisa ir além da comunicação – mostrar o que faz aquele usuário ser tão importante e único para você.

Giusti deu o exemplo da Pizza Hut que para solucionar a alta demanda de pedidos criou um APP para delivery. A primeira fase do APP o processo de compra tinha muitas e muitas telas com 7 passos para compra. Resumo, era uma bagunça. Eles reformularam tudo e fizeram o app com apenas um botão. “Qual a chance do cliente efetuar o mesmo pedido novamente?”. Após a reformulação o app tinha apenas 1 botão, partindo da premissa de que a empresa já conhece o cliente e sabe o que ele vai pedir o mesmo das últimas vezes.

app da pizza hut

Outro ponto abordado por Giusti foi o relacionamento dentro da empresa: você é tão bom quanto seu pior funcionário. De nada adianta você trabalhar todo o relacionamento da marca com o cliente e o atendimento do mesmo não ser tão bom. É necessário construir discernimento no time, preparando e treinando cada funcionário. Cada um precisa se sentir importante dentro da equipe, sentir que faz a diferença. A melhor forma de fazer isso é empoderando o funcionário e dando autonomia para ele.

Automação de marketing com Rodrigo Demétrio(eu)

Fiz uma pequena introdução ao tema para abrir um debate sobre automação de marketing. Expliquei que a melhor ferramenta é a que se adequa ao seu time – e ao seu bolso. Rodrigo Demetrio ExpoDigitalks Apresentei uma comparação entre produção em massa e produção enxuta, muito conhecida na produção de carros. A Ford é conhecida pela produção em massa que depende de máquinas e funcionários especializados, enquanto a Toyota é o exemplo de produção enxuta, onde todos os funcionários fazem todas as etapas e acabam tendo mais autonomia. As ferramentas de automação de marketing permitem que nossas empresas sejam mais “TOYOTAS”. Entretanto estamos usando automação de marketing com cabeça de produção de massa, sem testar emails, sem testar agurmentos, comprando mídia em lote e transmitindo a mesma mensagem para a base toda. Agora que temos as ferramentas certas, precisamos pensar de forma enxuta, afinal de contas, com automação você consegue entregar o conteúdo certo para a pessoa certa, no tempo certo.

Painel de Debates: Data-driven e Automação em marketing

O debate teve a mediação de Jonatas Abbott da Dinamize e participação de André Siqueira da Resultados Digitais, Felipe Schepers da Opinion Box, Jessé Rodrigues da Escola de Marketing Digital e Luciana Burger da Comscore. O primeiro assunto foi sobre a ampla variedade de ferramentas existentes no mercado. Painel de debate sobre Automação de Marketing

André Siqueira comentou que a ferramenta ajuda, mas não é o principal. Que é preciso o incentivo de educação, afinal conforme se populariza as pessoas acabam caindo de paraquedas no tema sem saber direito como funciona ou o que é.  Ele também falou sobre a mudança de processo: é necessário criar um conteúdo novo, um processo novo.

Felipe Schepers complementou dizendo que a pesquisa é a melhor forma de gerar conteúdo novo. É necessário entender o mercado e pesquisar sobre é extremamente importante.

Já a Luciana falou sobre a mensuração digital – sobre o dado por si só. Cada um reage de uma forma e a automação pode ajudar nisso, porque são dados demais, conteúdo demais. Mas Jessé lembrou que antes da automação vem o processo. É preciso identificar através de técnicas e pesquisas qual conteúdo o usuário vê. Dessa forma, você consegue trabalhar a preparação e atração do público através do conteúdo, identificando o que dá certo e o que é necessário melhorar.

Felipe afirmou que outro ponto que é preciso mudar é o mindset. A empresa precisa começar do básico e a primeira coisa que precisa fazer é entender quem é efetivamente seu cliente. Outro ponto abordado por Schepers foi criar um conteúdo que tenha a sua identidade, que quando o cliente leia ele logo associe à empresa. Ele ainda falou que falta educação nas pessoas que estão no mercado.

Luciana complementou dizendo que o que pode acontecer é uma barreira pelo idioma, afinal boa parte dos termos utilizados são internacionais podendo assustar quem está entrando no mercado.

Táticas efetivas de anúncios pagos para 2016 com Eric Siu, CEO da Single Grain

Eric Siu falou sobre como usar os anúncios pagos e deu algumas dicas. Começando com Youtube ads, Siu falou sobre o que fazer e o que não fazer. Com visualizações baratas e por não estar tão saturado é possível gerar vendas, além de posicionar a própria marca. Existem alguns tipos de anúncios no Youtube e a grande dica é usar a criatividade e não desistir rápido demais.

Eric Siu ExpoDigitalks

Sobre os anúncios no Gmail, Eric Siu falou que são necessários dois cliques: um para abrir o anúncio e outro para ir para o seu site. A orientação do CEO da Single Grain nesse caso foi usar palavras-chave e escolher o template que mais se adequa ao seu produto. O bacana desse tipo de anúncio é atingir pessoas que recebem emails de um domínio específico.

As ferramentas citadas durante sua apresentação foram as Semrush, Buzzsumo, Cyfe e Similarweb

Mídia Programática e Brand-Formance com Borja Zaldívar, CEO da MPG

Borja Zaldívar fez um fast track falando um pouco mais sobre web ads, mídia programática e brand-formance. A grande dica do CEO da MPG foram os formatos de alto impacto – rich media.

Borja Zaldívar

Painel de debates: ABRADI: lançamento do código de conduta para agentes digitais em campanhas eleitorais

O debate teve a participação de Alexandre Atheniense, sócio da Sette Câmara, Côrrea e Bastos, Alexandre Gibotti, diretor executivo da Abradi e Alexandre Secco da Medialogue. Foi falado sobre a mudança da legislação: agora a campanha é de 90 dias, mais curta e muito concentrada.

Alexandre Secco comentou que o modo de se relacionar com o eleitor precisa mudar, e Alexandre Atheniense complementou com a importância do uso do canal digital no período pré-campanha eleitoral. Eles conversaram sobre a estratégia de monitoramento em tempo real e sobre os recursos ao vivo, como a live do Facebook. 

Marketing de Afiliados com Paulo Faustino, CEO da Get Digital

Paulo Faustino trouxe para o Congresso Internacional algumas dicas de como usar o marketing de afiliados a seu favor. Os afiliados não são trabalhados da mesma forma que mídia display, se trabalha mais com reviews. Com algumas ferramentas como Alexa Top 500, é possível ter acesso aos sites com mais tráfego e assim ver com quem entrar em contato e tentar fechar um negócio por um preço baixo.

Paulo Faustino

Além disso, Paulo também falou sobre ferramentas que ajudam a encontrar bons sites para anunciar como:

  • Similar Web – que possui análises de tráfego, origem, page views e bounce;
  • Rate – que consegue analisar referências de tráfego e procurar essa parte de tráfego, além de possuir a análise aos search terms (ferramentas para trabalhar conteúdos originais) e o similar sites com concorrentes e sites semelhantes;
  • Similar Tech – que possui a affiliate marketing, uma ferramenta para encontrar tecnologias para rastrear.

Outra forma de encontrar bons sites é por pesquisas orgânicas, procurando até a 20ª página de resultados. Depois é só contatar o autor do site e tentar fazer o negócio. Caso não encontre o dono, existe uma ferramenta chamada WHOIS onde é possível pesquisar a titularidade e encontrar o proprietário. Ainda sobre como encontrar o site para anunciar, Paulo abordou as ferramentas da Google como Adsense e Adwords, que possibilita o anúncio em um site sem precisar falar com o próprio.

O CEO da Get Digital comentou sobre a utilização de ad networks como adf.ly, popads, popcash, entre outros. Ele explicou que por usar um intermediário, o tráfego acaba ficando mais caro.

Paulo também deu dicas de como negociar o anúncio. Primeiro mandar e-mail para um contato inicial, identificar os tipos de publicidade e fazer ofertas por 30 dias. Ao fechar o negócio, realizar pagamento parcial junto com o contrato. Sobre o melhor modelo publicitário, foi falado sobre o interstitial.

interstitial Esse é o modelo Interstitial que o Paulo falou ser um dos melhores em performance. Você deve ter pensado, mas é aquele chato que o fechar é do outro lado e sempre me incomoda, Bingo, é esse mesmo.

Sobre o Facebook ads, Faustino falou que a melhor forma é usar conteúdo como isca, assim o efeito viral ajuda a direcionar o tráfego. Uma alternativa ao Facebook ads, é o Bing ads, outra plataforma de tráfego a um custo baixo onde é possível anunciar sem restrição.

Sobrevivendo aos ad-blockers com Ira Silberstein, SVP Brasil da Taboola

Ira apresentou alternativas para gerar resultados em uma época em que ninguém quer ver anúncios, falando que o grande objetivo das empresas é alcançar e conseguir o engajamento do usuário. Para isso, é necessário construir um conteúdo que caiba no seu funil – é preciso conhecer não só seu produto, mas seu consumidor também.

Ira Silberstein

Um dos pontos abordados foi a necessidade de informar, entrar em contato com o usuário primeiro e depois vender. Ira deu a dica de evitar textos grandes e densos e tentar escrever textos curtos, de 300 a 500 palavras. Outra ideia dada foi fazer testes A/B e utilizar bastante o uso de itens relacionados e linkar outras matérias ou conteúdos baixáveis no último parágrafo. Para esses conteúdos, (ele mostrou na imagem acima) o ideal é não parecer com banner. O banner traumatizou a galera :/

Painel de Debates: Sobrevivendo aos Ad-blockers – alternativas para gerar resultados numa época que ninguém quer ver anúncio

O debate contou com a presença de Andrea Mendes, advertising diretor da OLX, Bruno Belardo, diretor de estratégia de marca do Buzzfeed, Diana Assennato representando a Green Park e a Coballo e Alice Vasconcelos, da Nova Escola como mediadora.

Debate sobre Ad Block

Bruno Belardo comentou que os ad-blockers são de grande ajuda, pois pressionam a empresa a deixar o conteúdo mais relevante. Andrea Mendes concordou e falou sobre não trabalhar com formatos intrusivos de publicidade. Já Diana Assennato complementou que é muito importante saber como as pessoas desejam ser impactadas.

O grande problema, segundo Diana, é você falar sobre o que você faz. Bruno disse que as empresas precisam entender que a relação pessoas e marca é uma relação entre pessoas e por isso, você precisa contar uma história para abrir uma conversa. Diana finalizou esse assunto com uma pergunta: qual o seu objetivo de estar na internet?

Quando perguntados sobre os desafios para os veículos e como se preparar, Andrea falou que uma tendência que vem crescendo é a internalização da publicidade por alguns publishers. Bruno comentou que diversos anunciantes não sabem produzir o conteúdo para a rede social, forçando ao consumo e que criar conteúdo por se criar não é real. Tudo é mensurado. Por isso, é necessário pensar nas pessoas e no que elas querem consumir. Diana Assennato complementou falando que é preciso cuidar primeiro do conteúdo antes de querer que ele traga resultados, tratar como uma árvore: você precisa cuidar e regar a planta para crescer e só então colher os frutos.

O debate terminou com os participantes falando que não é possível prever o que o público quer e que trabalhar com conteúdo deixa você muito suscetível, mas por outro lado as redes sociais aproximam o público da marca e é fundamental ouvir o público sempre, afinal não existe mais apego à marcas e a forma como você é avaliado online, pode afetar o offline.

Comportamento de busca dos consumidores brasileiros antes da compra com James Conrad, CEO da TNS

James Conrad deu algumas dicas e falou um pouco sobre os consumidores brasileiros. Ele explicou que existem dois tipos de consumidores, os que pesquisam antes de comprar e os que vão às compras sem pesquisar.

Conrad também falou que o Brasil é um mercado central de dispositivos móveis, ou seja o consumidor está sempre conectado e sua pesquisa online acaba influenciando na sua compra offline. A forma como o consumidor está comprando está mudando e as marcas precisam acompanhar essas mudanças.

Estratégias digitais na indústria fonográfica com Maria Clara Guimarães e Julia Braga, gerente de marketing digital e gerente de vendas digitais da Sony Music

A palestra das gerentes de Marketing digital e de vendas digitais da Sony Music abordou as estratégias digitais na indústria fonográfica com cases da empresa como o reposicionamento do cantor Nego do Borel, da ação de lançamento com o Tinder do cantor Enrique Iglesias, o filtro do Snapchat da popstar Sia e outras ações.

Relato da viagem pelo Brasil com o especialista em varejo e consumo Fred Rocha

Fred Rocha fez uma viagem de carro por diversas cidades brasileiras do norte e nordeste para conhecer o consumidor e entender o que ele quer. A ideia era descobrir como as pessoas se movimentam na realidade e trazer mais conhecimento para a melhoria do varejo e consumo.

Palestra ExpoDigitalks Fred Rocha

Fred mostrou diversos exemplos de pessoas incríveis que ele conheceu ao longo da viagem e percebeu que os negócios estão desconectando do consumidor.

Talk show sobre quem é o consumidor brasileiro com Martha Gabriel e Renato Meirelles, presidente da Locomotiva

Martha Gabriel trouxe para fechar a primeira noite do evento Renato Meirelles, presidente da Locomotiva para conversar sobre o consumidor brasileiro. Renato comentou que o bolso não explica mais cabeça no Brasil e a internet acaba horizontalizando e mudando padrões da classe A e B.

Exatamente por isso, foi falado sobre a questão da modificação do perfil do consumidor e a importância da reestruturação das estratégias de marketing. Durante a conversa, também foi abordado que o capital financeiro não dialoga necessariamente com o capital cultural.  

Segundo dia de evento – 11/08

 

Growth Hacking com Martha Gabriel

Para abrir o segundo dia de evento, a consultora Martha Gabriel explicou um pouco sobre o tema das próximas palestras: Growth Hacking. A curadora do Expo explicou que o termo significa um sistema para liberar recursos para crescer baseando-se em dados e experimentação rápida. É sobre testar rápido formas diferentes de otimizar os resultados. Growth Hacker com Martha Gabriel

Ela contou que um dos segredos do Growth Hacking é a independência do dinheiro. Segundo Martha, vivemos um cenário bem parecido com a bolha dos anos 2000: temos pouco dinheiro e precisamos de soluções criativas e rápidas. O Growth Hacking acaba sendo a solução perfeita, além de ser um atalho para alcançar o resultado desejado. A consultora explicou que as principais características do método são

  • Eficiência
  • Baixo custo
  • Praticidade
  • Interativo
  • Escalável
  • Data-Driven

 

          Um dos pontos abordados foi que Growth Hacking se beneficia das estratégias digitais, mas não se limita a elas. Mas antes de pôr em prática o processo, é preciso fazer o básico. A primeira coisa a se fazer é adequar seu produto ao mercado – ou Product Fit. Depois, se faça algumas perguntas:

  • Como seus usuários se sentiriam usando um produto?
  • Se sua empresa fechasse hoje, faria diferença? Alguém sentiria falta?

 

          Pense também no seu processo a partir da Métrica da Estrela Polar. A estrela polar não muda de posição e é considerada um guia para os navegadores. O seu processo de crescimento precisa seguir a mesma ideia: quais são as métricas que garantem que você está crescendo? Nesta fase, é muito importante definir apenas uma métrica como principal, para entender o impacto e descobrir o crescimento da empresa. Para exemplificar, Martha citou a Airbnb que possui como métrica principal o número de noites reservadas e o Facebook com o número de usuários ativos. O ultimo requisito é dar atenção às pessoas. É necessário ter uma visão holística para encontrar formas de hackear o crescimento em qualquer parte do funil.

Growth Marketing Conference

Vasil Azarov, CEO e co-fundador do Growth Marketing Conference abriu o workshop contando que as práticas de Growth Hacking são baseadas em três pilares:

  • Actionable growth tatics
  • Delivered by growth practioners
  • Global community

 

          Logo após, Zack Onisko da Hired Inc explicou sobre os fundamentos de Growth Hacking. Para ele, viral growth é só o começo, como a ponta de um iceberg onde existe muita coisa por trás. Para ajudar, Zack estabeleceu alguns passos para seguir na hora de colocar Growth Hacking em prática:

  1. Monitoramento (track): encontre as necessidades de serem monitoradas;
  2. Entenda como as pessoas estão usando o produto;
  3. Priorize o que é mais provável de produzir crescimento e estime o impacto;
  4. Teste: divida o tráfego e experimente variações do recurso (macro). Converse com seus usuários (micro);
  5. Meça o sucesso dos novos recursos com métricas;
  6. Resuma e repita.

 

          O que é growth hacking Zack trouxe mais dúvidas para serem refletidas ao longo de todo o processo, como: o mercado é grande o suficiente para se construir um negócio sustentável? As pessoas vão voltar pelo seu produto? A grande dica aqui é fazer algo que as pessoas queiram e não fazer com que as pessoas queiram algo. Tecnicas para growth Onisko também falou um pouco sobre viralidade, um dos pontos mais difíceis e mais importantes, afinal cada usuário que você ganha acaba trazendo um ou mais clientes com ele. É preciso ser esperto e encontrar as grandes oportunidades para o seu negócio dar certo. Diferenças do growth hacker Compartilhamento em mídias sociais lideram o rank do Google Depois dele, foi a vez de Clayton Wood, CEO da Identity Labs falar um pouco sobre Hacking SEO, o jeito mais rápido de dobrar seu tráfego em 90 dias. Clayton trouxe algumas dicas a serem seguidas:

  1. Seguir o mantra do Google para não prejudicar seu tráfego! Você precisa ter um site rápido e por isso é preciso sempre estar analisando e tomando cuidado com a velocidade do site. Uma forma de analisar isso é pela ferramenta gratuita do Google, a Page Speed Insights. Se seu site estiver acima de 80%, você está no caminho certo.
  2. Use seu concorrente a seu favor: escolha um concorrente que esteja 3 ou 4 passos a sua frente, consiga publicar e anunciar nos mesmos lugares que ele está, assim você consegue “roubar” seu tráfego. Wood sugeriu usar ferramentas como opensite explorer e semrush para fazer essa dica.
  3. Abuse das ferramentas que o Google disponibiliza para otimizar seu site e você conseguir entrar em contato com eles.
  4. Aposte nas palavras-chave. Use o mapa dentro da ferramenta Google Webmaster Tools para encontrar as palavras certas que vão conseguir converter clientes para o seu negócio.

 

        Fatores de velocidade de uma página Por fim, Dennis Yu da Blitz Metrics trouxe dicas para fazer Growth Hacking no Facebook. A grande sacada de Dennis é que com apenas um dólar por dia você consegue impulsionar posts e atingir as pessoas certas. O truque aqui é conseguir influenciar alguém que vá influenciar outras pessoas, então direcionar o público na hora de impulsionar o anúncio é muito importante.

Facebook success components

Talk Show sobre conteúdo e storytelling: como falar sério com humor com Martha Gabriel e Antonio Tabet, do Porta dos Fundos

O talk show com Antonio Tabet rendeu muitas risadas onde o roteirista do Porta dos Fundos contou um sobre sua história profissional e como fazer storytelling usando o humor.

Ele contou que o processo de roteiro começa individual e depois se torna coletivo, e que por isso a diversidade entre eles favorece muito. Tabet também contou que o Porta tenta rir do opressor e não do oprimido, fugindo de fragilizar as minorias. O grande conselho do também criador do Kibe Loco foi não seguir tendências que já estão estabelecidas.

Real time marketing com Eduardo Luiz di Piero, account executive do Twitter

Eduardo abordou que tudo é assunto agora e trouxe formas de impactar os usuários da rede, mostrando casos diferentes. Ele explicou que existem três formas de alcançar o usuário: dia-a-dia da marca, momentos de campanha e ao vivo.

Um dos cases apresentados foi o do Airbnb que fez uma ação no Oscar usando a #liveinthemovies e é o exemplo perfeito de impacto ao vivo. É possível também promover tweets por palavra-chave e criar campanhas como a da divulgação da nova temporada de House of Cards da Netflix com a #FU2016, que aproveitou as campanhas eleitorais dos Estados Unidos.

Marketing de Conteúdo e Inbound com Rafael Rez, diretor geral da Web Estratégica

Rafael começou trazendo dados de que 54% da internet brasileira é mobile e que para fazer marketing de conteúdo é necessário entender a cabeça do cliente e fazer um conteúdo convincente. Rez comentou que é preciso também contexto: o conteúdo precisa entrar na vida da pessoa, deixando mais humana essa relação. O conteúdo deve ir onde as pessoas estão. O diretor geral falou sobre funil de vendas, funil de decisão e sobre o marketing de conteúdo, falando que primeiro se atrai – com SEO, mídias, sites e mobile – para então converter (call to action, downloads e landing pages). É necessário um primeiro contato, construir uma relação para ganhar confiança e então vender. Rez explicou sobre o privilégio, não direito, de entregar mensagens antecipadas, personalizadas para quem quer tempo e atenção e sobre a diferença entre content marketing e inbound marketing. Ele finalizou a introdução do debate falando como o conteúdo é o centro e como a mídia é convergente, com mídia patrocinada, própria e orgânica.

Painel de Debates: Marketing de Conteúdo e Inbound

O debate contou com Cristina de Luca, editor in large da CBN, Denis Chamas, digital marketing services da Unilever, Elizabeth Almeida, sênior manager da Coca-Cola, Michel Lent da Lent/Ag e Emília Chagas, da Content Tools, como mediadora. O grande assunto foi como o público está cada vez mais diferente e a necessidade de atrair pessoas pela mensagem.

Foi falado também que quando a relação marca e consumidor é verdadeira, a venda é consequência. É preciso criar uma boa relação com cumplicidade trazendo oportunidades de fazer coisas incríveis que tragam benefícios e mudanças para a vida do cliente.

O ponto abordado foi o fato da empresa precisar ser mais humana, exercitar esse lado mais simples com conteúdos que se contextualizem na vida do consumidor. É necessário integração e envolvimento para lidar com todas as mudanças que aconteceram.

Desafios e estratégias para estimular downloads e atividades de usuários em aplicativos móveis com Flávio Tâmega Fernandes, diretor de desenvolvimento de negócios América Latina na Cheetah Mobile

Flávio fez uma palestra voltada para as estratégias que a Cheetah Mobile fez para estimular downloads. Para isso ele trouxe alguns cases da empresa, como o jogo Piano Tiles em que o desafio no mercado brasileiro era a qualidade de usuários. Flávio também falou sobre o aplicativo Clean Master e as formas de colocar publicidade e incentivar o uso de outros aplicativos. A dica aqui é entender o público e direcionar a mídia certa para a pessoa – advanced audicence targing. Além disso, foi falado também sobre o case da Amazon, onde a Cheetah fez uma estratégia de download aliada à experiência do usuário no e-commerce. Foram três meses de ensaios de impacto para chegar ao resultado de mesclar a marca com o aplicativo, fazendo um aplicativo de bloqueio de tela e ações fora do aplicativo. Isso resultou em 220 mil instalações em três meses.

Geomarketing com Raphael Daolio, head of industry do Waze

Raphael contou que localização precisa, contexto correto e melhor experiência resultam no geomarketing. A grande necessidade aqui é saber onde e quantas pessoas são impactadas, mensurando se a estratégia é eficiente. Ele trouxe exemplos de como a localização ajuda o marketing dentro do Waze, como indicar algo perto de onde o usuário está. Raphael finalizou o tema falando que geomarketing é a ponte de toda comunicação com a entrega de algum lugar físico.

Estratégias de Growth Hacking para mobile com Julien Geffrioud, growth consultant

Julien começou sua palestra falando que growth não é mágica, mas existem alguns truques (fáceis de copiar) que pode ajudar e muito. Ele explicou que é tudo questão de METHOD: Maximize virality: tentar usar e abusar da viralidade, usando toda oportunidade possível; Encourage good behavior: incentive seus usuários de fazerem coisas que você quer que eles façam; Test everything: ninguém sabe o que vai funcionar, só o Data sabe e vai te trazer as respostas; Hustle: olhe em cada canto, embaixo das pedras. Trabalhe duro; Obsess over friction: faça a vida dos seus usuários a mais fácil possível; Do first, scale later: faça coisas impossíveis de se medir e escalar. Se elas funcionarem, você vai encontrar um meio de mensurá-las.

Netnografia e o comportamento humano na era digital com Valeria Brandini, diretora e professora convidada da USR

Valeria começou sua palestra falando sobre como esquecemos que por trás da tela existe um humano. Ela relembrou que em menos de 100 anos passamos do mundo coletivo ao individual e que hoje somos “os flinstones brincando de jetsons.” Ela também falou sobre como tudo é consumo e como o consumismo virou a grande busca pela felicidade. Com isso, surgiu uma nova cognição: a alfabetização digital no consumo da nova geração. Geração essa que não tem apego à marcas e é considerada a geração cabeça baixa. Essa nova cognição obriga a enxergarmos e interpretarmos as coisas de um novo modo, onde o digital mudou o diálogo entre consumidor e empresa, dando poder de fala ao consumidor pelas mídias sociais. Valeria explicou sobre a etnografia digital, ou seja, a imersão nos códigos velados do consumidor e sobre a tecnologia como base para a decodificação antropológica. Ela falou que netnografia é uma semiótica – estudo de significados – da cultura digital in progress. Isso quer dizer que vai além do que é dito e busca o por quê é dito. Esses códigos podem ser mapeados “artesanalmente” ou por robôs, mas não basta só acessar o código, é preciso saber interpretar usando o relativismo antropológico.

Mobile e a jornada do consumidor com Mitch Gavril, global advisor manager da Sociomantic

Mitch entrou no tema falando sobre como o futuro vai ser personalizado. Tudo começa quando você conquista consumidores e não usuários. Para explicar melhor o assunto, ele trouxe dados que a utilização do mobile está aumentando. São 2 bilhões de usuários de smartphones em 2016 e um aumento de 70% no uso de aplicativos desde 2014. No Brasil os números são ainda mais significativos. Enquanto a penetração de smartphones no mundo cresceu 10% de 2014 para 2015 – em 2014 era 42,8% e no ano seguinte foi para 52,8% – no Brasil esse aumento é de 14% (em 2014 era 76% e no ano passado chegou a 90%) na população utilizando o mobile. Para mobilizar essas pessoas a usarem aplicativos, Mitch trouxe algumas dicas importantes:

  1. Defina metas realizáveis: número de downloads, ranking, ratings, cost per install, novos consumidores e taxa de conversão;
  2. Foque na otimização dentro da App-Store: mais de 50% dos usuários descobre o aplicativo pela Store por isso é importante verificar o número de instalações, as avaliações e se você está na categoria correta;
  3. Use campanhas especializadas: você precisa descobrir como re-engajar e reativar a interação depois do download, para lembrar o usuário do aplicativo. Uma ferramenta que o Mitch indica para essa dica é o web2app. Não se esqueça de fazer retenção: seja por mensagem, games, rede social ou mídia;
  4. O parceiro tecnológico certo para a sua estratégia mobile.

 

 

Branding na era da dispersão com Paulo Al Assal, da Saffron

Paulo fez uma introdução para o debate que fechou o último dia do evento. Ele começou falando que estamos na 4ª Revolução Industrial, a era do sistema cyber-físico, onde todo mundo está mais conectado do que nunca e ao mesmo tempo desconectado – do mundo real.

Paulo também afirmou que chegou o momento das empresas decidirem um lado nessa era de disrupção, dispersão. É necessário descobrir se você quer disruptir ou ser disruptido. Afinal, o digital mudou tudo e isso trouxe muitas consequências para as empresas como a variedade de escolhas, desconhecimento da concorrência (são tantos que fica impossível saber quem é seu concorrente), consumidores mais exigentes e mais conscientes, senso de urgência, respostas e soluções personalizadas e até mesmo o fim da posse. Ao mesmo tempo, essa é uma oportunidade sem precendentes e inovações, como Nubank, Simple e Digio, nascem de frustrações com simplicidade, propósito e altruísmo. É preciso manter relevância através da diferenciação, se adaptando para sobreviver.

Paulo comentou que hoje o branding é mais importante do que nunca, afinal é o que você acredita, o que você defende. A empresa precisa descobrir sua brand idea, sua razão de existir e agora existe uma nova relação com o cliente: mais humana e verdadeira, onde é necessário criar laços de confiança. Paulo relembra que a empresa precisa voltar para o começo, preencher as necessidades básicas humanas de encantamento, cumplicidade e empatia. Dessa forma, você consegue criar significado entre pessoas e tecnologias. E o melhor jeito de fazer isso é mudando o mindset, tendo uma ideia clara de branding pensando em identidade, experiências, agilidade, formas de inspirar comportamento e se adaptar ao contexto, abraçando causas.

Painel de Debates: Propósito e E-Branding: O poder da marca na era da dispersão

O debate que finalizou o segundo dia de evento contou com a participação de Paulo Al Assal da Saffron, Beth Furtado da Alia, Fabio Mestriner da ESPM, Pauli Malicki da Easy e Marcia Aurioni da Belas Artes, como mediadora. O grande tema discutido foi branding e como as pequenas empresas acabam tendo mais facilidade em fazê-lo. Um exemplo foi a dificuldade de reposicionamento de marca que a Easy está fazendo (antes era Easy Taxi). O branding acaba sendo um grande desafio, mas também uma grande oportunidade de mostrar a identidade da empresa. Afinal, marca é coleção de pequenas histórias e é preciso valores e propostas que inspirem as pessoas. Um dos grandes problemas abordados foi a falta de alinhamento entre as mídias e manifestações da marca. Outro ponto foi o trabalho de comunicação integrada e como o foco precisa ser a próxima vontade ou o que o usuário (cliente) quer. É preciso planejar o futuro, pensar antecipadamente.

Outros takes interessantes da ExpoDigitalks:

números black friday

Conclusão

O evento foi muito bacana, interessante para vários públicos, tanto para o operacional quanto para o estratégico. Os meus destaques do evento são para as palestras de Growth, lembrando que eu tenho interesse sobre conteúdo que seja aplicável, que eu possa abrir o PC e já usar. Das de Growth, a palestra da Martha foi ótima, trouxe vários cases. A parte de Growth dos gringos foi boa, mas eu esperava mais, as ferramentas e conteúdo apresentados já faz parte da comunidade SEO Brasil há muito tempo, não sei se eles tiraram o pé de propósito ou se é o conteúdo mais top deles, acho que não. De qualquer forma é bom porque reforça algumas boas práticas.

Nos bastidores senti que o pessoal gostou bastante da palestra do Renato Meirelles da Locomotiva, que trouxe um monte de dados que quebram paradigmas sobre classe social, como por exemplo a relação de escolaridade e renda, o conteúdo dele é imperdível, já era fã do seu conteúdo. Outra palestra bem comentada foi a do Fred Rocha, a palestra dele tem um q mais inspiracional, revela muita coisa sobre o Brasil. O ponto forte da palestra foi a foto com um barco de transporte onde todo mundo estava na rede e com um celular na mão, quer dizer, todo mundo conectado.

Outro destaque muito bacana foi a Emília Chagas e o Rafael Rez. Não tinha assistido palestra deles e curti muito, achei o máximo. Sabe que de uns tempo pra cá fui parando de acompanhar os brasileiros de marketing/tecnologia na mesma velocidade que foram surgindo tantos e tantos gurus, comecei a sentir que era tudo fake, mas no caso dos dois o conteúdo é bom, didático e tem profundidade.

Obrigado e Let´s Growth 😉


Consultor e Palestrante de Automação de Marketing, Digibrother, Fundador da comunidade Mautic Brasil, Partner Allyde, Certificado Google, Partner no GrupoBBI. Estudou Design na FURB em Blumenau e se Formou em Análise de Sistema, 14 anos de experiência no mercado de internet, passou pelos departamentos de design, desenvolvimento, marketing (SEO e PPC) e gerência de projeto. Trabalhou nas empresas B2W, Visie e Associação Comercial de São Paulo. Co-fundador do Facíleme, aplicativo de f-commerce premiado e com 20 mil lojas virtuais. Artigos publicados em Marketing Automation, Data Driven, Social Media, e-commerce, Empreendedorismo e Tendências.

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